quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
SERÁ QUE SABES ?
o quanto me fazes falta?
Será que sabes
que os meus olhos ainda choram por ti?
Será que sabes
que gostava tanto de te poder beijar?
Será que sabes
que sonho com o teu sorriso?
Será que sabes
que o meu coração estará sempre contigo?
É que esta saudade não morre
e isso, eu sei...
(Charlotte)
Hoje farias 64 anos :(
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
QUERIA PERMANECER AQUI E AGORA
Queria ficar aqui...
onde a inocência do teu olhar
se cruza e se crava na minha alma
onde a doçura do teu cheiro
pede colo e abraços e beijos e mimos e
se impregna em mim a cada dia
onde as tuas “palavras” são a descoberta
do que realmente faz sentido
onde o teu sorriso é o oceano que
atravessa o meu coração
onde as tuas mãos me agarram com
a certeza de que o nosso LAÇO
é tão FORTE que parece que
o aqui e agora permanecerá
para SEMPRE!!!
(Charlotte)
quinta-feira, 22 de março de 2012
O SONHO OUTRA VEZ
lá...onde tudo é mais simples e mais claro
lá...onde as lágrimas são de cristal
lá...onde os sorrisos são pedra
de pedra, porque são fortes e permanecem
ao menos esse é fiel às minhas expectativas
caminha sempre comigo
ilumina o meu caminho
porque lá...
as lágrimas se transformam em rio
os sorrisos em flores
e na margem mora a esperança!
sábado, 28 de janeiro de 2012
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
THESE DREAMS
Na sua mão aberta, pousou um pendente prateado em forma de coração
Seria o prenúncio de uma ligação eterna?
E o olhar e o beijo? Sabiam a mar.....
Mas, tal como no ciclo das marés,
o tempo esgota-se
há que deixar o mar seguir o seu rumo.....
Mesmo sabendo que, bem para lá da linha do horizonte,
continuará a existir aquela união de almas.....
(Charlotte)
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
HOLD ME NOW
Que o nosso abraço permaneça para sempre...
Mesmo num futuro desconhecido e imprevisível.
Que as nossas almas nunca percam o laço forte que as une...
Mesmo que a salvação seja insuficiente.
Que o nosso AMOR não tenha sido em vão...
(Charlotte)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
INTIMIDADE
Que ninguém hoje me diga nada.
Que ninguém venha abrir a minha mágoa,
esta dor sem nome
que eu desconheço donde vem
e o que me diz.
É mágoa.
Talvez seja um começo de amor.
Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao
mundo.
Pode ser tudo isso, ou nada disso.
Mas não o afirmo.
As palavras viriam revelar-me tudo.
E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.
Fernando Namora, in "Mar de Sargaços"
sábado, 8 de outubro de 2011
DÚVIDA

Questiono-me por quanto tempo
esta dúvida vai persistir
Imagino a resposta
à minha pergunta
Anseio por um sinal
Talvez ilusório
Talvez divino
Podia ser que assim
eu te conseguisse
fazer a pergunta...
Mesmo assim, será que
a dúvida se desvaneceria?
(Charlotte)
domingo, 2 de outubro de 2011
ESTRELA

Tu, que me persegues
nessa viagem alucinante
ofereces-me a magia
dum instante
um olhar que se prende
e se perde
não, não quero que partas
para esse mundo
onde o sonho e a fantasia
se unem num só
sem antes
te tocar
sim, e quero que cintiles
para sempre...
(Charlotte)
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
TIMIDEZ

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve. . .
— mas só esse eu não farei.
Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes..
— palavra que não direi.
Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
— que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
— e um dia me acabarei.
Cecília Meireles, in "Viagem".
sábado, 24 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
CHANGES
domingo, 18 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
PERDIDAMENTE
Gostava de encontrar a definição
para o que sinto
O meu pensamento vagueia
por mares distantes
Perco-me pelos caminhos
que nunca foram trilhados
Sinto que já nada é o que era
e que nada será como é
Continuo presa a estes pensamentos
mesmo querendo libertar-me
Fico suspensa na bruma
Pensando
Querendo
Sonhando
Esperando...perdidamente
(Charlotte)
terça-feira, 12 de julho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
SONHO
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O SIMBOLISMO DO PAVÃO

A ave do Paraíso, o "animal de cem olhos", símbolo da visão de Deus pela alma. Não é só pela impressionante harmonia de suas formas e pela exuberância de suas cores que o pavão é um animal constantemente associado à beleza e à perfeição. É também por seu comportamento altivo e majestoso que o animal conquistou este posto. Mas, além disso, o pavão guarda outros símbolos mais profundos consigo. Antigamente acreditava-se que esta ave (que se alimenta de vermes, insetos, sementes e frutos) seria imune a plantas e animais venenosos, sendo capaz de transformar as toxinas que ingere nas cores radiantes de suas penas.
Na Índia, o pavão já foi considerado um animal sagrado. Quem matasse um deles seria condenado à morte. Hoje esse costume não existe mais, porém dezenas de pavões andam livremente por certos templos hindus e são alimentados pelos sacerdotes. No budismo tibetano, o pavão simboliza o bodisatva, aquele que transcende os venenos emocionais como a raiva, o ciúme, a inveja e é capaz de viver entre as "pessoas comuns", ajudando-as a alcançar a iluminação, sem se deixar contaminar pelo mundo.

Pavão indiano com o leque aberto
Na Grécia Antiga, o pavão era um dos animais de Hera, deidade que regia o casamento. Eles acreditavam que por essa ligação com a deusa Olímpica, seu corpo não se corrompia após a morte. Tal crença foi inclusive adotada pelo cristianismo até a época de Santo Agostinho.
Uma curiosidade, é que todo ano, durante o Inverno, as penas do pavão caem para que nasçam outras novas, recuperando seu esplendor durante a primavera. Por este motivo, a ave se tornou símbolo de renovação e mudanças favoráveis, bem como da imortalidade e do renascimento. Os primeiros critãos adotaram o pavão como símbolo da ressurreição e representaram-no diversas vezes bebendo do cálice eucarístico.
Na China e no Vietnã o pavão é signo de fertilidade e prosperidade. Na tradição sufi, ramo esotérico do islamismo, o pavão possui um importante papel iconográfico. Os sufis contam que quando a Luz se manifestou e o Self (o Eu Superior) viu sua imagem refletida num espelho pela primeira vez, ele viu um pavão com sua cauda aberta. Uma bonita história que tenta traduzir a magnificência e a pureza do Eu Superior através da figura do pavão.
Pavão branco
O "olho" na pena do pavão.
Os "olhos" na cauda do pavão abrem um leque de interpretações e significados. Ainda segundo o sufismo, eles representam as virtudes espirituais irradiadas pelo Olho do Coração. Já a Teosofia considera o pavão como um “Emblema da inteligência de cem olhos e, também, da Iniciação. É a ave da Sabedoria e do Conhecimento Oculto", segundo o Glossário de Helena Blavatsky. O "olho" da pena do pavão também é associado à glândula pineal, fazendo dela um símbolo sagrado. Ainda hoje essas penas são usadas como talismãs e proteção contra maus espíritos.
O Pavão e as Deusas:
Hera
De acordo com a mitologia grega, o pavão era o animal de Hera e ganhou suas marcas em formato de olho graças a uma mulher chamada Io. Ela era sacerdotisa de Hera, esposa de Zeus. Zeus se apaixonou por Io e a transformou em uma novilha para protegê-la da ira e do ciúme de Hera. Hera ficou desconfiada e pediu a Zeus que lhe desse a novilha de presente. De posse do animal, Hera incubiu Argus, homem coberto de olhos, de vigiar Io. Zeus, então, enviou um mensageiro para resgatar a sacerdotisa, matando Argus. Como uma homenagem a Argus, Hera colocou seus "olhos" no pavão.
Representação de Hera ao lado de um pavão.
Saraswati
Saraswathi é a deusa hindu da sabedoria, da fala, da poesia, da música e dos estudos, e é quase sempre representada ao lado de seu pavão, algumas vezes ao lado de seu cisne. Na simbologia de Saraswathi o pavão possui, surpreendentemente, um significado diferente de todos os outros. Com sua linda plumagem, ele representa o mundo em toda sua glória e a ignorância (avidya) advinda da ilusão mundana. Já o cisne, com sua capacidade de separar o leite das águas, representa a sabedoria (viveka) e o conhecimento (vidya). O pavão sentado perto de Saraswathi está ansiosamente esperando para servi-la como veículo. Mas, por seu comportamento imprevisível e seu humor influenciado pelas mudanças do tempo, Saraswathi utiliza o cisne como veículo e não o pavão. Com isso, a imagem tenta dizer que devemos superar a ansiedade e a inconstância para utilizar bem o conhecimento.
Saraswathi, o pavão e o cisne.
Texto gentilmente cedido pela Ananda, do blog http://pontoom.blogspot.com/
Obrigada Ananda:)




