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quinta-feira, 22 de março de 2012

O SONHO OUTRA VEZ


às vezes gostava de morar no sonho
lá...onde tudo é mais simples e mais claro
lá...onde as lágrimas são de cristal
lá...onde os sorrisos são pedra


de cristal, porque são frágeis e se quebram
de pedra, porque são fortes e permanecem


sim...o sonho...sempre o sonho!
ao menos esse é fiel às minhas expectativas
caminha sempre comigo
ilumina o meu caminho


o sonho outra vez
porque lá...
as lágrimas se transformam em rio
os sorrisos em flores
e na margem mora a esperança!


(Charlotte)

sábado, 28 de janeiro de 2012

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

THESE DREAMS




Na sua mão aberta, pousou um pendente prateado em forma de coração
Seria o prenúncio de uma ligação eterna?
E o olhar e o beijo? Sabiam a mar.....



Mas, tal como no ciclo das marés,
o tempo esgota-se
há que deixar o mar seguir o seu rumo.....



Mesmo sabendo que, bem para lá da linha do horizonte,
continuará a existir aquela união de almas.....


(Charlotte)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

HOLD ME NOW



Que o nosso abraço permaneça para sempre...
Mesmo num futuro desconhecido e imprevisível.
Que as nossas almas nunca percam o laço forte que as une...
Mesmo que a salvação seja insuficiente.
Que o nosso AMOR não tenha sido em vão...


(Charlotte)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

INTIMIDADE



Que ninguém hoje me diga nada.
Que ninguém venha abrir a minha mágoa,
esta dor sem nome
que eu desconheço donde vem
e o que me diz.
É mágoa.
Talvez seja um começo de amor.
Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao
mundo.



Pode ser tudo isso, ou nada disso.
Mas não o afirmo.
As palavras viriam revelar-me tudo.
E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.

Fernando Namora, in "Mar de Sargaços"

domingo, 2 de outubro de 2011

ESTRELA


Tu, que me persegues
nessa viagem alucinante

ofereces-me a magia
dum instante

um olhar que se prende
e se perde

não, não quero que partas
para esse mundo

onde o sonho e a fantasia
se unem num só

sem antes
te tocar

sim, e quero que cintiles
para sempre...

(Charlotte)

sábado, 24 de setembro de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

QUANDO EU FOR PEQUENO

Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.

Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.

Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.

Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
[pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.

José Jorge Letria, in "O Livro Branco da Melancolia"

quarta-feira, 13 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

UM POUCO MAIS DE NÓS

Podes dar uma centelha de lua,

um colar de pétalas breves

ou um farrapo de nuvem;

podes dar mais uma asa

a quem tem sede de voar

ou apenas o tesouro sem preço

do teu tempo em qualquer lugar;

podes dar o que és e o que sentes

sem que te perguntem

nome, sexo ou endereço;

podes dar em suma, com emoção,

tudo aquilo que, em silêncio,

te segreda o coração;

podes dar a rima sem rima

de uma música só tua

a quem sofre a miséria dos dias

na noite sem tecto de uma rua;

podes juntar o diamante da dávida

ao húmus de uma crença forte e antiga,

sob a forma de poema ou de cantiga;

podes ser o livro, o sonho, o ponteiro

do relógio da vida sem atraso,

e sendo tudo isso, serás ainda mais,

anónimo, pleno e livre,

nau sempre aparelhada para deixar o cais,

porque o que conta, vendo bem,

é dar sempre um pouco mais,

sem factura, sem fama, sem horário,

que a máxima recompensa de quem dá

é o júbilo de um gesto voluntário.



E, afinal, tudo isso quanto vale?

Vale o nada que é tudo

sempre que damos de nós

o que, sendo acto de amor, ganha voz

e se torna eterno por ser único e total.


José Jorge Letria

terça-feira, 22 de março de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

TRUE FAITH



Parece que finalmente vou ter a recompensa pela qual tanto esperei e lutei...
Agora vou iniciar um novo caminho na minha vida, e sempre com muita fé, força, optimismo e confiança!
Estou Feliz!!!

domingo, 2 de janeiro de 2011

SMILE



É o que mais desejo neste novo ano, para mim e para todos!
Há que continuar a sorrir...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

NÃO ME RECONHEÇO




Não me reconheço...

os sonhos estão-se a esgotar

talvez seja eu que não os consiga alcançar

o meu coração está-se a transformar numa pedra

que a pouco e pouco se vai partindo...

os meus olhos estão semi-cerrados

as minhas mãos estão ásperas

o meu corpo está frio

as minhas "asas" não têm força para "voar"

acho que o "feitiço" está-se a quebrar...



domingo, 4 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

LÁGRIMAS OCULTAS


Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida ...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago ...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim ...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"